
meus passos são hesitantes tropeços bêbados entre as raízes grossas e antigas das árvores milenares desta floresta que, pela noite e madrugada, cresce dentro de minha casa
não enxergo as escadas longas que me levariam ao quarto ou qualquer móvel da sala, emerge a terra úmida cobrindo os tacos de madeira do piso
são farfalhar de folhas urros cantos respirações rugidos assobios de ventos pios zumbidos passos neste barulho insuportável que habita cada instante do falso silêncio de uma mata
pesa sobre mim o ar denso quente úmido e estagnado das florestas tropicais
caio aturdida mole confusa sobre o musgo macio e perfumado onde antes havia um tapete

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